"Isso aqui não é casa de prostituição. Isso aqui é casa de filha da putice. Você paga para entrar e implora para sair"
sábado, 31 de maio de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Pulse
Hold, listen to my pulse
I have a nervousness that must leave
Oh I will say I’m not
It won’t help my want for this to be over
When the moment comes, it’s like a wild fire spreads
Holding to my body so.
Slowly, I wait to find the has wrapped around me and won’t let go
Darkness has led to distance, I wait in hope to find an end
Oh, I can hardly sleep, this has filled my chest and won’t leave
Oh, it will stay all night, won’t talk myself around, or stay calm
When the moment comes, it’s like a wild fire spreads
Holding to my body so.
Slowly, I wait to find the has wrapped around me and won’t let go
Darkness has led to distance, I wait in hope to find an end
Slowly, I wait to find the has wrapped around me and won’t let go
Darkness has led to distance, I wait in hope to find an end
Ilusão
E nesse deserto afetivo eu tateava algum encontro possível
Tantas vezes minha ilusão te fazia próximo
Deliciosa sensação que se desvanecia
Abandonando-me na solitude árida desse afeto
Já não sei o que é realidade ou ilusão
Cada gesto teu por mim visto e sentido
É apenas dúvidas
Há ainda esperança?
Eu sei que te machuquei
Queria que minhas lágrimas
Cicatrizassem tuas feridas
Mas talvez as feridas que causei
Foram mais fundas que minha capacidade de chorar
Quantos litros mais tu queres de mim?
E talvez tu já não queres mais nada
Nada
Porém continuo fazendo da minha realidade
Esses momentos de ilusão
Em mim tu nunca foi
É
Cuido e mimo cada lembrança
Contemplo e acaricio cada atual gesto
Que pelo visto é o que me resta...
sexta-feira, 7 de março de 2014
I Love You!
No inicio a tua ausência era um abismo em minha
alma
Arrastava-me machucada,
Agonizando nesse silêncio que tua não presença me fazia
Dias e meses se passaram
E nesse abismo construí pontes e poesias
Atravessava a tua ausência como algo mudo:
Um sufocar reprimido
Um Grito proibido!
Sempre banhados de lágrimas para se suportar
E de tantas lágrimas derramadas
Um rio se fez sob minhas pontes
Hoje a tua ausência é um silêncio dentro de mim
Um jardim que me recolho para contemplar
Amanhã apenas uma serena lembrança
Um pouco além
Longe de mim
nada
A vida continua!
*Dedicado com carinho a todos os mortos - físicos ou afetivos - que apodrecem até se exterminar.
Arrastava-me machucada,
Agonizando nesse silêncio que tua não presença me fazia
Dias e meses se passaram
E nesse abismo construí pontes e poesias
Atravessava a tua ausência como algo mudo:
Um sufocar reprimido
Um Grito proibido!
Sempre banhados de lágrimas para se suportar
E de tantas lágrimas derramadas
Um rio se fez sob minhas pontes
Hoje a tua ausência é um silêncio dentro de mim
Um jardim que me recolho para contemplar
Amanhã apenas uma serena lembrança
Um pouco além
Longe de mim
nada
A vida continua!
*Dedicado com carinho a todos os mortos - físicos ou afetivos - que apodrecem até se exterminar.
domingo, 11 de agosto de 2013
Louvor ao Tesão
Estava eu ali dormindo bem gostoso nessa manhã fria de inverno, agarrada em meu travesseiro fofinho e sonhando algumas fantasias eróticas, quando me acordo repentinamente com a casa balançando e os vidros rangendo em nome de Jesus. Era minha vizinha que para lavar o carro precisa sempre da força do nome de Deus para incentivá-la a trabalhar, e para isso, coloca a todo volume suas terríveis músicas evangélicas.
Acordei-me naquele susto sagrado, a alma se encheu de divino ódio e fiquei ali sem saber o que fazer. Rolei para um lado da cama, rolei para o outro. Eu ali com aquele tesão filha da puta que tenho toda manhã, e da qual não me levanto sem antes dar a minha gostosa masturbada.
“O que fazer? Me levantar e atirar uma bomba na vizinha e acabar sendo presa depois? Ficar na cama e cumprir minha deliciosa rotina matutina? Mas como dar uma gostosa masturbada com essa trilha sonora de fundo? Ah! Quer saber? Que se foda! Vou é dar a minha gozada que faço mais!” foi assim que pensei na hora. Ajeitei-me na cama, abracei o travesseiro, cruzei minhas pernas e tentei concentrar-me no meu tesão (e que tesão eu tava)!
Comecei aquele prazeroso movimento enquanto a casa continuava tremendo ao ritmo do: “Salve Senhor! Salve Senhor!”. Eu já estava bem concentrada quando a música trocou, e agora num ritmo brega cantava “Jesus te ama”. Broxei!
Então para tentar voltar meu tesão pensei naquele cara que tive uma transa bem gostosinha. Fiquei ali tentando me concentrar novamente diante da lembrança daquele homem tão sexy. Imaginei ele ali, me olhando com aquele furor sensual, e a música de fundo tocando “Jesus te Ama!”. E foi tanto “Jesus te Ama” repetidamente que agora eu via em minhas fantasias aquele homem de branco com seu corpo puro, senti aqueles dedos divinos tocando minhas intimidades enquanto aquela barba cristã roçava meus seios. Num impulso arranquei a manta branca daquela carne pura e e comecei a beijar aquele Jesus Cristo bronzeado com suas curvas perfeitas! E então eu me convenci “Sim, ele me ama!” . E ali ficamos “Ele” e eu envolvidos por aquele prazer celestial.
A música trocou novamente, porém agora num ritmo de rock o que me empolgou bastante. Pulei para cima do Nosso Senhor, e com gemidos fiquei ali naquele vai e vem venerável puxando aqueles longos cabelos cristãos e sentindo aquela boca glorificada abençoando com lambidas os meus mamilos, enquanto lá fora soavam tudo que eram hinos sagrados:
“Senhor te salvará”, “Jesus te ama”, “Salve nosso Senhor”, Glória ao todo poderoso”...
E foi tanto Salve pra cá, Poderoso aqui, Nosso Senhor ali, Jesus acolá, que eu já tava mesmo era chegando aos céus, fudendo com Deus. Comecei a sentir a força do Todo Poderoso dentro de mim, e ela era tão forte, mas tão forte que não me aguentei:
“Ai Jesus! Vai Senhor! Ai Jesus! Vai! Aaai Meu Deus! Aaaaaaahhhhhhhh!!!!”
E lá fiquei eu amolecida pulsando extasiada naquele sacro gozo. Acendi um cigarro e fiquei olhando para o teto, que naquela hora era para mim o próprio céu! E então senti dentro de mim a bendita Redenção!
Em pensamento não pude deixar de agradecer: “Obrigada vizinha crente! Graças a ti hoje fodi com Deus!”
sábado, 10 de agosto de 2013
O Ditador (Torres da Heresia)
Aprendeu e aceitou a obedecer
como cão treinado obedece um dono opressor
Depois mandou, batendo as pretas botas ao chão,
no fundo uma criança manhosa
Humano enforcado pela gravata,
Esmagado por condecorações
Majestosamente subiu ao palco com ares imponentes.
Discursou regradamente pretensas razões e ordens.
Na lógica da hierarquia pisou esmagando seus iguais
Cobriu com maduras e sérias máscaras
sua birra infantil...
Executou com destreza e muito sangue
os adversários de suas idéias
Idealizou uma perfeição,
essa que não acolhe as existências
que cobrem a vida!
Jamais traiu sua esposa
Porém com fios elétricos
engravidou outras mulheres
de profundas dores
Esse é o Ditador!
O pai de família, bom cidadão
Um nacionalista!
Amou tanto a pátria
Que por ela fez em cadáveres
Humanos – seus “inimigos”!
Gloriosamente, com a mão no peito
Cantou o hino de conquista
Essa melodia banhada de arrogância e sangue
Sua vida foi esse joguinho do “eu ou tu”
jamais brincou do “nós”.
O “Outro” sempre foi para ele
Uma ameaça aos cristais de seus caprichos
E dessa lógica a razão que fica
É a exclusão e morte da diferença!
Ele não foi um
Mas todos aqueles que aceitaram e acataram,
Ele foi cada um
Que amou a pátria e cantou o hino,
que aceitou a hierarquia e obedeceu a ordem!
quarta-feira, 17 de julho de 2013
A viagem
Na
estrada eu passava recolhendo das paisagens algumas fotografias, tiradas pela
mecânica do meu olhar.
Na minha alma as fotografias se transmutavam, acasalando-se aos meus delirantes
ideais. Gestei sonhos acordados, parindo deles loucas fantasias!
Lá estava você presença constante das minhas alucinações:
Mandava-me beijos através da luminosa janela da pequena e rústica casa. E sob o
dourado sol, te vi sentado a contemplar o horizonte na mesma direção que meus
anseios. E mais adiante, nessa brincadeira de esconde-esconde, te vi correndo
entre as árvores daquele majestoso campo.
Você-Eu projetados nesse filme que se desenrola pela janela do carro. Filme que
conta os mistérios de Outras vidas, ampliando os cenários também de nossas
existências.
Brincamos, pulando de galho em galho, assopramos as nuvens, dançamos com as
flores, corremos como gado e de espíritos suados nos embalamos no vento.
Mergulhamos
com nossos corpos quentes naquele sombrio lago, bebendo dele desejos
incontidos. E de cada casa visitada pelo olhar viajante, furtamos deliciosas
emoções, deixando sempre um pensamento carinhoso.
Assim – juntos e selvagens – nesse delírio que persiste, nos deslocamos para
Além ressignificando o tempo e espaço sob a perspectiva de nossa ilógica.
Somos estrangeiros da Razão, apenas visitantes de curta passagem...
sábado, 6 de julho de 2013
Black planet - The Sisters Of Mercy
(In the western sky)
(My kingdom come)
So still so dark all over Europe
And I ride down the highway 101
By the side of the ocean headed for sunset
For the kingdom come
for the
Black
Black planet
Black
Black worldRun around in the radiation
Run around in the acid rain
On a
Black
Black planet
Black planet hanging over the highway
Out of my mind's eye
Out of the memory
Black world out of my mind
Still so dark all over Europe
And the rainbow rises here
In the western sky
The kill to show for
At the end of the great white pier
I see a
Run around in the radiation
Tune in turn on burn out in the acid rain on a..
Tempo

Dos laços reversos
Encontro reflexos
Do dia que virá
São gotas amargas
Tingindo uma alma
da fé que cessará
E sob as grades agudas
A pele desnuda
Arrancada sem emoção
Entre a pedra gelada
O sangue que escorre
No impulso da volição
De ponta cabeça
No fino cruzamento
O tempo que emudeceu
Em tua carne fria
A estaca cravada
Rompendo a vida que excedeu...
domingo, 16 de junho de 2013
Terra
Nessa manhã em que me encontrava tão solitária
Fiz da terra minha companheira
Sobre sua face selvagem, abandonada pelo tempo
Debrucei toda minha tristeza
Em seu corpo arenoso, cravei-lhe a pá de minha raiva
Rasgando e oxigenando sua pele seca
E de suas entranhas vivas, retirei as pedras e espinhos
que machucavam sua alma
Ah! terra que me acompanha!
Dando-me tantas brincadeiras e frutos
Absorvo-te, construindo minha existência
pelos presentes que me ofereces,
Como não me dedicar a ti?
Desculpo minha displicência dos últimos meses
Acariciando com minhas mãos quentes
a sua alma áspera e fria
Deposito em ti as sementes de minha gratidão
regando-as com as lágrimas de minha esperança
Que venham novos frutos!
Para serem compartilhados entre amigos
Ah terra! Hoje encontrava-me tão solitária...
Mas juntas fizemos dessas horas matutinas
momentos de intensos prazeres!
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Vertigem
A vida nos passa a perna, brinca, faz piada
prega uma peça
onde era, não é mais
E o que está agora, nunca foi pensado
Aquela pessoa que tu jurou seria o amigo para sempre
Simplesmente não significa nada, era só ilusão
Um projetar de nosso anseio
E a amizade mesmo surge de onde menos se espera
A vida é um balançar
e quando se pensa que está indo
na verdade está voltando
E quando pensa que está embaixo
de surpresa uma vertigem
Pela altura em que se encontra
A verdade é um momento
efêmero
E o chão uma vereda
transitória
prega uma peça
onde era, não é mais
E o que está agora, nunca foi pensado
Aquela pessoa que tu jurou seria o amigo para sempre
Simplesmente não significa nada, era só ilusão
Um projetar de nosso anseio
E a amizade mesmo surge de onde menos se espera
A vida é um balançar
e quando se pensa que está indo
na verdade está voltando
E quando pensa que está embaixo
de surpresa uma vertigem
Pela altura em que se encontra
A verdade é um momento
efêmero
E o chão uma vereda
transitória
O nosso eu um cigano
nômade de territórios
impensados
Quando digo estou aqui
Me percebo ali
Mas na real estou acolá
Mas o que é o real?
Ele também é um ponto de vista
E quando caminhamos já não é!
E a realidade se transmuta
Porque nós somos alomorfia
Errantes de um viver maleável
E quando olhamos para trás tudo já está diferente
Eu queria me agarrar em algo
Me agarro em teu abraço
Mas você já não é mais você
É outro que agora conforta
o meu novo desespero
Então esse outro passa a ser você
E você é sempre aquele que está diante de mim
E que se transfigura
Me percebo ali
Mas na real estou acolá
Mas o que é o real?
Ele também é um ponto de vista
E quando caminhamos já não é!
E a realidade se transmuta
Porque nós somos alomorfia
Errantes de um viver maleável
E quando olhamos para trás tudo já está diferente
Eu queria me agarrar em algo
Me agarro em teu abraço
Mas você já não é mais você
É outro que agora conforta
o meu novo desespero
Então esse outro passa a ser você
E você é sempre aquele que está diante de mim
E que se transfigura
Numa metamorfose constante
Eu quero uma estabilidade
e a única que encontro
é que tudo será sempre instável
O mundo gira, gira e gira
e com esse girar rodopiam meus pensamentos
E se hoje quero isso, é porque no fundo quero aquilo
E o que consigo é aquele outro, o menos esperado
E o mais surpreendente
Assim também são meus afetos
que no girar do mundo
deslizam na alma emoções imprevistas
E se hoje sou tristeza, é porque logo chegam alegrias
E quando alegria estou, uma raiva me acomete
E de tanto balançar, girar, e se transformar
A única certeza que fica é que tudo é incerto!
O outro lado
Meu pensamento sangra procurando a palavra para descrever
o sentimento que dia e noite me morde. Não é alegria, tampouco tristeza, não é
medo, nem paixão, não é raiva, nem amor, será ansiedade?
É algo até hoje não dito. Ele me espreita, me acompanha, não
importa onde estou, por onde vou, não importa o que faço e com quem eu esteja,
ali está ele, mordiscando minha alma. E na noite quando tudo silencia, e sob o
apagar das luzes ele entra em cena ainda mais vigoroso! Fico frente a frente
com essa existência. Ela me possui avassaladoramente. Será angustia?
Na escuridão e no silêncio fico esperando, esperando,
esperando encontrar a palavra que dê o sentido e luz aquilo que nesse momento
me governa. São meses me perscrutando, procurando achar a forma que faça
sentido a esse algo tão indescritível, mas tão presente. Onde está você? Como você é? Como te
dizer?
Quero olhar de onde olho para poder te ver. Quero me virar
do avesso para poder te encontrar.
Minha boca treme com a palavra, ela está ali, ela está
aqui. Ela vai dizer, a palavra vai sair, está pronta... e o que sai é só um
berro mudo, sem forma, sem sentido. Será desespero?
Engulo esse silêncio, esse não-dito, esse indescritível. E
sigo, vivo, existo... contigo o indizível.
domingo, 5 de maio de 2013
Noite de Outono
O vento
serpenteia mensagens confusas em minha janela.
Serão
canções vindas de outros tempos ou lugares?
Junto com
ele, dançam as douradas folhas libertas
Que
gargalham em pequenas reuniões nos cantos de minha casa
Ah! vento
de onde vens?
O que
queres dizer para mim?
Como
decifrar teus sussurros?
A rua
virou um salão de festas
Árvores majestosas
balançam ao som dessa melodia
E as
douradas folhas rodopiam em cirandas
No céu
negro piscam embriagadas estrelas
Fazendo
dessa fresca noite uma grande festa
Meu
coração antes ensimesmado na tristeza
Agora
sorri diante de tamanha algazarra
Guardei
no baú de minha alma
As
salgadas lágrimas de meu pesar
Cansei
das cantigas de minha dor
Hoje
quero é ir para a festa!
Vou
correndo dançar sob o brilho das estrelas
Rir
alegremente com o brincar das folhas
Quero embriagar-me
com os macios beijos do vento
Que em
sussurros me contará histórias de outros tempos...
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